Jogo de tabuleiro inspira estudantes no aprendizado dos verbos

Colégio São Lucas, no Piauí, desenvolveu método divertido e relevante para potencializar o ensino de português

Aprender sobre o verbo e todas as suas flexões e sintaxes não é uma tarefa simples, mas entender as suas regras pode ser algo divertido e inspirador. Foi com a missão de auxiliar os alunos do sexto ano do Ensino Fundamental com a matéria que o Colégio São Lucas, da cidade de Picos, no Piauí, desenvolveu um método divertido e relevante: o tabuleiro de verbos.

“Conjugue amar no presente do indicativo”, “volte três casas”, “você acaba de ganhar um prêmio”, dizia a professora Mirela, idealizadora do projeto, enquanto percorria as curvas do tabuleiro, semelhante aos demais jogos do tipo. O diferencial é que, a cada casa avançada, o estudante precisa responder uma questão relacionada a estrutura verbal da língua portuguesa. Entre as perguntas, o caminho ainda prega peças e premia os jogadores.

“Foi interessante porque quando eu anunciei que haveria o jogo em três semanas, a princípio eles ficaram receosos, mas fui explicando como iria funcionar e eles se empolgaram a ponto de se organizarem em grupos para estudar na biblioteca” conta a professora de português.

Foram muitos dias de preparação até o dia do jogo. Quando a aula finalmente chegou, a educadora, que preparou o tabuleiro junto a colaboradores da escola, tinha em mãos todas as perguntas e respostas certas do jogo de 150 casas. Os prêmios eram materiais escolares como lápis, agenda e canetas.

“Fiquei muito satisfeita porque eles concluíram o objetivo em mente, que foi o aprendizado. Além da competição, os estudantes realmente estudaram com vontade de aprender. Fiquei orgulhosa da forma com que se empenharam e do resultado obtido pelo jogo. É uma forma de levar conhecimento de forma lúdica e relevante” afirma Mirela.

Se você é professor, aluno ou gestor, compartilhe seus projetos pedagógicos com o pH. Quanto mais dividimos o nosso sucesso, mais ganhamos força. Vamos juntos? Envie-nos a sua história.

 

Campanha arrecada ração para ONG de proteção aos animais

‘Cãominhada’ é iniciativa do Colégio Bonvenuto, de Guarulhos

Imagens de animais abandonados e sofrendo maus tratos surgem todos os dias na internet. E foi diante da indignação pela situação de cães e gatos de Guarulhos que uma equipe de professores do Colégio Bonvenuto idealizou a “Cãominhada”, com o objetivo de desenvolver o potencial cívico não só dos alunos, mas de toda a família e da comunidade, através de uma passeata em prol dos bichinhos.

“Foi um grande evento, que contou com todos os alunos, professores, pais, familiares e a comunidade Guarulhense. Em comemoração ao “Dia Nacional dos Animais”, realizamos essa grande campanha de arrecadação de ração para ajudar a Instituição Lar da Regina, protetora dos animais”, conta Toninho Bonvenuto, diretor geral do colégio.

O evento foi realizado em uma manhã de março e teve concentração na entrada da instituição de ensino. Uniformizados, os estudantes e familiares caminharam atrás de um carro de som até o Lago dos Patos, no bairro Vila Galvão. Em cima do veículo estava Cosette Pontmercy, o bulldog francês que é a mascote do colégio.

Cada família levou ainda uma doação de ração, o que resultou em uma grande quantia de alimento para animais em situação vulnerável da cidade. Para acrescentar ainda mais alegria ao evento, alunos levaram seus animais de estimação e bichinhos de pelúcia, que coloriram a caminhada.

“Salvar um cachorro não mudará o mundo, mas com toda certeza, mudará o mundo daquele cachorro para sempre! Além de ajudar os animais que necessitam, temos certeza de que estamos formando grandes seres humanos”, finaliza Toninho.

Se você é professor, aluno ou gestor, compartilhe seus projetos pedagógicos com o pH. Quanto mais dividimos o nosso sucesso, mais ganhamos força. Vamos juntos? Envie-nos a sua história.

 

Gincana integra estudantes e desenvolve espírito solidário

Colégio Van Gogh, em São Paulo, promove Desafio VG no Ensino Fundamental

Como forma de promover a integração de estudantes do quinto ao oitavo ano do Ensino Fundamental, o Colégio Van Gogh, em São Paulo, realizou pela primeira vez na história da instituição o Desafio VG. O projeto consiste em uma gincana envolvendo esportes e ações solidárias durante todo o ano letivo.

“A ideia do Desafio VG é formar um espírito de equipe, tornando claro o papel do indivíduo no coletivo. Além disso, reforçar a construção no aluno, dos valores morais de respeito, solidariedade, auxílio, colaboração, participação e determinação por meio de jogos esportivos, desafios culturais, gincanas, atividades solidárias e construções artísticas”, diz a instituição.

Todas as turmas foram separadas em equipes e, para cada uma, foi escolhido uma cor de camiseta, que foi respeitada em todas as ocasiões fora do período de aula. Para orientar e auxiliar em divergências ou impasses do grupo, foi instituído um professor orientador para cada equipe.

A partir daí, foram realizados jogos como queimada, handball e futebol, além de apresentação de danças e gincanas de arrecadação de brinquedos e desafios de perguntas e respostas em inglês. Os pais também foram convidados a participar, apoiando os filhos nos projetos e auxiliando nos trabalhos extraclasse.

 Ao final do ano, será revelado qual turma será a vencedora. O evento contará com premiação e uma festa para comemorar a união de todas as turmas em torno do Desafio VG.

Se você é professor, aluno ou gestor, compartilhe seus projetos pedagógicos com o pH. Quanto mais dividimos o nosso sucesso, mais ganhamos força. Vamos juntos? Envie-nos a sua história.

 

 

Biblioteca itinerante estimula prazer da leitura entre estudantes

Colégio Metropolitano Aliança realiza troca de livros entre colegas

Todas as semanas, estudantes do Colégio Metropolitano Aliança, em Imperatriz, no Maranhão, passam pelos corredores da instituição empurrando um carrinho de supermercado enfeitado que é motivo de orgulho para a escola. Trata-se da Biblioteca Itinerante, onde estudantes depositam livros pessoais que já leram e recomendam aos colegas do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental.

“O projeto surgiu devido a uma necessidade de fazer com que os estudantes lessem. Durante as aulas os vi comentando que os livros paradidáticos eram chatos e fiquei pensando em uma maneira deles se acostumarem com o hábito da leitura. Foi então que surgiu a ideia de uma biblioteca itinerante”, conta a professora Maria de Jesus Queiroz, idealizadora da ação.

Toda semana, quatro alunos de cada sala são incumbidos de distribuir os livros. Eles anotam o nome dos interessados e o título que cada um pegou. Na devolução, eles precisam preencher uma ficha contando sobre a história das obras. Os exemplares são devolvidos aos respectivos donos dois meses após o empréstimo.

Segundo a professora, com a motivação, estudantes que nunca tinham lido, passaram a ler. Os destaques desse ano são as obras “O Pequeno Príncipe”, clássico de Antoine de Saint-Exupéry, “Extraordinário”, que inspirou o filme homônimo lançado em 2017, além da coleção “Diário de Um Banana”, do cartunista norte-americano Jeff Kinney.

No final do projeto, a ideia é premiar os leitores mais assíduos com certificados, camisetas do projeto e material escolar. “O brasileiro não lê porque é muito caro comprar livro. Com a Biblioteca Itinerante, os estudantes têm a oportunidade de ler livros que nunca teriam lido. Além disso, é uma forma de estimular a interação, eles comentam sobre as histórias e reforçam os laços de amizade”, diz Maria de Jesus.

Se você é professor, aluno ou gestor, compartilhe seus projetos pedagógicos com o pH. Quanto mais dividimos o nosso sucesso, mais ganhamos força. Vamos juntos? Envie-nos a sua história.

 

Ex-alunos auxiliam estudantes na escolha das profissões

Colégio Ceeva, no Rio de Janeiro, propõe encontro de gerações para troca de experiências

Diante da expectativa na escolha da carreira, muitos estudantes acabam inseguros pelo fato de não saberem, na prática, o que poderão enfrentar quando estiverem na universidade. Foi pensando em dar novas perspectivas sobre o futuro que o Colégio Ceeva (Centro Educacional Evangélico Vieira Aguiar), no Rio de Janeiro, criou o projeto “Profissões”, onde ex-alunos dão dicas e apoios às turmas do oitavo e nono ano do Ensino Fundamental e do primeiro ano do Ensino Médio.

“Nosso objetivo era tentar plantar um sementinha de sonhos para o futuro deles. A partir de discussões feitas nas aulas de Atualidades, Geografia e História foi montado um cronograma de atividades, onde a primeira foi levar os estudantes em uma visita guiada até a UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Logo após foi realizada a Semana das Profissões, onde a primeira atividade foi uma apresentação sobre as impressões do que foi visto e fotografado na UERJ” afirma a professora de Geografia Aline Batista, idealizadora do projeto junto da professora Mariana Lins, de História.

A segunda atividade consistiu em uma apresentação de painéis sobre as alterações ocorridas na legislação trabalhista brasileira, realizada pelos alunos do nono ano. Já a terceira etapa foi a apresentação de profissões escolhidas por cada aluno, sobre a qual gostariam de saber mais ou teriam o objetivo de ser. Na quarta atividade, os alunos elaboraram currículos e fizeram simulação de entrevistas de emprego.

O encontro com ex-alunos do Ceeva foi realizado para finalizar o projeto. Foi feito um bate papo, onde os estudantes fizeram perguntas elaboradas previamente aos recém-formados.

“Acredito que atividades como essas venham a desenvolver melhores perspectivas, os ajudem a pensar em seu futuro e a desenvolver habilidades de trabalho em equipe, que os auxiliarão a conquistar seus sonhos e objetivos. A escola tem o papel de auxiliá-los nas suas escolhas futuras, apresentando possibilidades e os preparando da melhor maneira para conquistar seus objetivos”, conclui a professora Aline.

Se você é professor, aluno ou gestor, compartilhe seus projetos pedagógicos com o pH. Quanto mais dividimos o nosso sucesso, mais ganhamos força. Vamos juntos? Envie-nos a sua história.

 

Estudantes arrecadam doações para projeto que ajuda crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social

Com o intuito de promover a conscientização sobre a importância da ação social, Grêmio Estudantil mobiliza escola para se solidarizarem

 A solidariedade faz parte do exercício da cidadania, além de promover a empatia e a resiliência. Desenvolver essas habilidades desde cedo pode tornar os jovens melhores adultos no futuro, buscando uma sociedade mais justa, ajudando quem mais precisa e realizando boas práticas do dia a dia.

Os alunos do Grêmio Estudantil do Centro de Educação e Cultura Alfa – CEEDUCA, no Rio de Janeiro (RJ), sabem como exercitar essas atividades. Há quatro anos, o grupo composto por 12 alunos do Ensino Fundamental II escolhidos anualmente, elabora ações para arrecadar itens de diversos tipos para o Projeto CEMEAR, organização sem fins lucrativos que ajuda crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e na integração de suas famílias há mais de 25 anos.

“O objetivo desse programa é uma campanha da escola toda que busca conscientizar os alunos sobre a importância da ação social”, afirma o psicopedagogo Levi Gomes, responsável pela coordenação do Grêmio.

A cada bimestre a ação muda de acordo com as necessidades do Projeto CEMEAR e também das datas comemorativas, como o Dia das Crianças e o Natal. A última ação dos estudantes foi arrecadar materiais escolares para doar à escola existente dentro do CEMEAR destinada aos jovens atendidos.

Levi afirma que a repercussão do programa de solidariedade da escola chega em diversas esferas, principalmente a dos familiares dos alunos. “Muitos pais elogiam o aprendizado do filho através dessa iniciativa, além disso, ao espalhar que estamos arrecadando doações, aparecem pessoas de diversos convívios sociais dos estudantes querendo ajudar, como os amigos da igreja, clube, entre outros”, conclui.

Atualmente, o Grêmio está arrecadando alimentos não perecíveis, itens que deveriam ser arrecadados durante todo o ano. “O Projeto CEMEAR precisa de ajuda, gostaríamos de reunir mais escolas e pessoas dispostas a ajudar, é uma causa nobre”, diz o psicopedagogo. Este ano, os alunos estão trabalhando pela primeira vez com estratégias de marketing para divulgar a iniciativa e conseguir mais doadores.

Quem tiver interesse em ajudar, basta entrar em contato com o CEEDUCA.

Se você é professor, aluno ou gestor, compartilhe seus projetos pedagógicos com o pH. Quanto mais dividimos o nosso sucesso, mais ganhamos força. Vamos juntos? Envie-nos a sua história.

BNCC prevê mudanças e desafios para o Ensino Médio

Veículo: Jornal O Povo

Data: 23/03/2018

Está chegando o momento que toda comunidade escolar tem pedido já há algum tempo: as novas diretrizes de conteúdo do Ensino Médio, que serão norteadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Podemos dizer que é um momento esperado porque, nos últimos anos, os problemas enfrentados pelos alunos, professores, diretores e mantenedores, dentro das escolas que oferecem esse segmento, sejam públicas ou privadas, só se agrava. A evasão de alunos e o papel de professores em sala de aula tem sido bastante comentado em todas as esferas.

Leia Mais

Alunos aprendem sobre o universo do Legislativo em visita à Assembleia de Goiás

Projeto Escola Legislativa visa aproximar os estudantes da sociedade, estimulando o conhecimento e a prática da cidadania

 Aprender sobre as responsabilidades como cidadão é algo que deve ser ensinado desde cedo. Reconhecer os valores da sociedade, colocar em prática o conteúdo aprendido em sala de aula e saber fazer a diferença por um mundo mais justo são características fundamentais para serem desenvolvidas durante o período escolar.

Pensando nisso, os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II do Colégio Integrado Jao, de Goiânia (GO), participaram do Projeto Escola do Legislativo, coordenado por Maurício Basbosa Paranaguá, chefe da seção de projetos especiais da Assembleia Legislativa de Goiás.

Sob supervisão da coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental II, Thatianne Cavalcanti, os alunos fizeram uma visita à Assembleia com o objetivo de ver na prática o conteúdo aprendido em sala de aula, reconhecer a importância da cidadania, do voto, e também, oferecer a possibilidade de cada estudante se reconhecer como indivíduo na sociedade.

“Além do projeto aproximar a comunidade escolar do Legislativo, houve uma parte de fundamento histórico, então os alunos vivenciaram tudo o que viram nas aulas e ainda receberam um certificado”, afirma Thatianne. Além disso, os próprios pais dos alunos apoiaram a iniciativa. “A receptividade dos responsáveis foi excelente, tivemos um grande apoio”, destaca a coordenadora.

Entre os alunos, a iniciativa sempre é lembrada como referência de projeto que permite levá-los a aprender os conteúdos de uma maneira mais prática, fora do método convencional dentro da sala de aula. “Sempre que nós perguntamos aos alunos como a escola poderia melhorar em alguns aspectos como em projetos, eles sempre lembram dessa iniciativa”, diz Thatianne. “Nós estamos esperando o próximo convite da Assembleia para levar novas turmas este ano”, conclui.

O Colégio Integrado Jao ainda possui projetos voltados à leitura e escrita criativa, que estimula os alunos a produzir textos para uma olimpíada avaliada pelos professores.

Se você é professor, aluno ou gestor, compartilhe seus projetos pedagógicos com o pH. Quanto mais dividimos o nosso sucesso, mais ganhamos força. Vamos juntos? Envie-nos a sua história.

Aulas de xadrez estimulam o desenvolvimento de alunos do Ensino Fundamental I em Caruaru, PE

Estudantes entre 9 e 14 anos do Colégio Alternativo têm aulas teóricas e práticas de xadrez todas as semanas dentro do currículo escolar

Em alguns registros históricos o jogo de xadrez aparece pela primeira vez no século III a.C., mas os primeiros registros literários que de fato retrata o jogo está datado no século XV no poema persa Karnamak. Desde o início o xadrez já estimulava a concentração e a competitividade, aumentando o pensamento criativo, estratégico e também a autoestima dos jogadores.

Pensando no jogo de xadrez como um processo de aprendizagem, o Colégio Alternativo, de Caruaru, em Pernambuco, aderiu ao projeto O Pequeno Enxadrista, criado pela professora e autora do material didático, Ângela Macedo. Há cerca de cinco anos, os alunos do Ensino Fundamental I vêm trabalhando seu desenvolvimento através das técnicas do xadrez, que ajuda na concentração e, inclusive, melhora o desempenho nas outras disciplinas.

“São duas aulas por semana, uma teórica e uma prática, ministradas por professores treinados com base no material O Pequeno Enxadrista”, afirma a coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental I, Eliana Melo. Os alunos do primeiro ao quinto ano participam de competições e olimpíadas de xadrez dentro e fora da escola e os benefícios das atividades são nítidos, segundo a coordenadora.

“Os alunos melhoram nos aspectos de organização, responsabilidade, concentração, raciocínio lógico e até mesmo na forma como tratam as outras pessoas, se tornam mais respeitosos”, diz Eliana. “Muitos pais elogiam a forma como o xadrez gera benefícios na educação e no desenvolvimento das crianças”, conclui.

Recentemente, o Colégio Alternativo criou um canal no Youtube, chamado Xeque-mate Alternativo, com o objetivo de dar dicas e falar sobre a importância do xadrez dentro das instituições de ensino.

Se você é professor, aluno ou gestor, compartilhe seus projetos pedagógicos com o pH. Quanto mais dividimos o nosso sucesso, mais ganhamos força. Vamos juntos? Envie-nos a sua história.

Projeto de poesia estimula a escrita e a leitura de alunos no Rio de Janeiro

Trabalhado com estudantes do Ensino Fundamental I e II, projeto Momentos Poéticos realiza atividades sobre os principais poetas brasileiros e suas obras

A poesia tem uma importância fundamental para a literatura brasileira. Poetas como Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Manuel Bandeira e Vinicius de Moraes aparecem nos principais livros de História, Língua Portuguesa e fazem parte do aprendizado de crianças e adolescentes dentro das escolas. Segundo especialistas, ler poesia contribui para a melhor interpretação e produção textual, além de aumentar a relação dos estudantes com a literatura.

Com tantos benefícios para a formação acadêmica dos jovens, o Centro Escolar de Copacabana, no Rio de Janeiro, desenvolveu o projeto Momentos Poéticos junto ao Conselho da instituição. As atividades voltadas aos alunos do Ensino Fundamental I e II consistem em trabalhar poetas brasileiros, desde sua biografia e principais obras, como também a região em que ele nasceu e viveu com as características geográficas, históricas e econômicas de cada lugar.

Segundo Maria Clara, professora do 5º ano e uma das conselheiras do Centro, o projeto visa incentivar a leitura e a escrita. “O principal objetivo do Momentos Poéticos é fazer com que os alunos leiam mais, produzam mais textos e coloquem a criatividade no papel, pois dessa forma conseguimos incentivar e avaliar a produção textual de cada um”, afirma.

Entre as atividades propostas dentro do projeto, acontecem diversos saraus onde os próprios alunos recitam poesias do principal poeta trabalhado. “A escolha de quantos poetas brasileiros e de que forma ele será trabalhado em sala fica a critério do professor de cada turma”, diz Maria Clara. “Nós professores entramos em um consenso e tentamos diversificar sempre que possível; algumas vezes nós trabalhamos um poeta e concluímos o estudo sobre ele com um sarau na data de seu aniversário, como foi o caso de Carlos Drummond de Andrade”, conclui.

No dia do aniversário de Carlos Drummond de Andrade, os alunos de 3º, 4º e 5º ano se uniram a foram junto dos professores e coordenadores até a estátua que retrata a figura do poeta na orla da praia de Copacabana. No local, a turma realizou um sarau, cantou músicas com acompanhamento de um dos alunos do Ensino Médio que levou um violão, e ainda distribuiu poesias e flores para os pedestres.

“É incrível ver o desempenho e a dedicação de cada um, esse projeto ajuda muito no aprendizado, é algo que eles discutem até mesmo fora da escola”, diz a professora. “Nós pretendemos continuar com essas atividades por bastante tempo porque é algo que traz resultados efetivos para o ambiente escolar e para a vida de cada um de nossos alunos”, conclui.

Se você é professor, aluno ou gestor, compartilhe seus projetos pedagógicos com o pH. Quanto mais dividimos o nosso sucesso, mais ganhamos força. Vamos juntos? Envie-nos a sua história.