Colegio UCRI

Alunos montam negócio próprio durante aula de empreendedorismo

Escola Ucri, no Macapá, fez uma parceria com o Sebrae para levar noções de negócios aos estudantes do Ensino Fundamental

Um dos eixos que irão estruturar os itinerários formativos nas escolas, a partir de 2021, é o empreendedorismo. Na Escola Ucri, no entanto, os estudantes já realizam atividades do tipo há seis anos. Localizada no Macapá (AP), a instituição parceira do Sistema de Ensino pH faz parte de um projeto do Sebrae e, uma vez por semana, trabalha com noções de economia e plano de negócios, na teoria e na prática, com os estudantes.

O trabalho é feito durante todo ano, com aulas uma vez por semana para alunos do Infantil ao Fundamental II. Segundo a coordenadora pedagógica Celiane da Silva Ramos, professora da escola há 20 anos, o objetivo do projeto é formar cidadãos mais conscientes do valor do dinheiro.

“É uma oportunidade de desenvolver o espirito empreendedor e conscientizar nossas crianças. Hoje existe menos desperdício na escola porque eles entendem que os recursos são finitos e que é necessário economizar”, conta.

As aulas de empreendedorismo acontecem no meio do curso Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP), do Sebrae. Segundo a entidade, o método possibilita que a criança aprenda de forma lúdica, desenvolvendo habilidades e comportamentos empreendedores. Após firmar a parceria, os professores recebem cursos capacitadores e um material com o programa de aulas.

Nos primeiros meses do ano letivo, os estudantes focam na teoria, aprendendo sobre lucro, prejuízo, valores e estratégias. A partir de agosto, eles colocam a mão na massa. Cada turma elabora seu próprio negócio e coloca produtos à venda na escola. Além disso, os professores saem com grupos de 10 jovens para vender nos estabelecimentos comerciais vizinhos do colégio, tudo com autorização prévia dos pais. Todos os valores são gerenciados pelos representantes de turma.

Em setembro acontece a Feira do Empreendedorismo, onde os estudantes mostram o resultado do trabalho realizado. Após calcular ganhos e perdas, eles recebem envelopes com o valor arrecadado com o comércio que criaram. “Alguns estudantes já compraram até celular economizando dinheiro”, conta Celiane.

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